MotorStorm: Pacific Rift

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MotorStorm: Pacific Rift

Mensagem  Farinha em Qui Out 23, 2008 2:03 pm

Malas aviadas, carros afinados, é hora de deixar o poeirento Monument Valley para trás e partir em direcção a um novo ambiente. Pacific Rift tem a dura tarefa de suceder a um dos primeiros - e melhor recebidos - títulos da PlayStation 3. Missão cumprida, as festas e delírios excessivos que o próprio menu do jogo apresenta são justificados, a Evolution Studios soube oferecer uma maior variedade de circuitos, estratégias e modos.

Frenéticas como poucas, as corridas de MotorStorm tinham poucas críticas a apontar-lhe, com uma realização tão sólida como eficaz. O que lhe faltava era simplesmente... mais. Mais pistas, mais longevidade, mais capacidades multiplayer, especialmente o muito desejado modo em split-screen. Falhas corrigidas com distinção.

Uma ilha pronta a ser ecologicamente devastada

Pacific Rift passa-se numa mistura de terrenos inspirados no Hawaii, e é bom que o elenco de Lost tenha cuidado com a passagem destes monstros da velocidade, que destroem tudo no seu caminho. Sobretudo o Monster Truck, o veículo inédito a juntar-se às outras sete classes já conhecidas do primeiro jogo. De tamanho naturalmente imponente, esta viatura de pneus gigantes é capaz de passar alegremente por cima da maior parte dos seus competidores, esmagando-os - excepto o Big Rig, outro peso-pesado - e é nas rectas e espaços largos que se sente em casa. Pelo lado negativo, não é o mais competente nas curvas, com as suas enormes rodas a poderem levar a perdas de balanço e consequentes e indesejados capotanços. Ah, foi corrigido um dos mais incómodos problemas do primeiro jogo, os loadings para escolher o carro - agora as coisas passam-se num ecrã fixo com as fotos dos carros (podemos mudar entre algumas pinturas), sem perdas de tempo, o que interessa é ir acelerar.

As pistas são agora no mais aceitável número de 16, o dobro do primeiro jogo, e acima de tudo bem mais diversificadas do que o pó, lama e terra do título original. O festival é o modo principal, colocando-nos a correr em dezenas de desafios, com uma divisão bastante original, os quatro elementos a servirem de pano de fundo para os terrenos. A Água representa as provas onde este líquido domina, seja pelas praias ou lagos que abundam nos circuitos; o Fogo equivale a corridas onde a lava vulcânica rodeia o trilho e os rios correm à nossa frente; a Terra indica pistas em ambientes verdejantes, florestas pacíficas, pelo menos previamente à nossa passagem; por fim, o Ar coloca-nos... não, não em corridas em rampas suspensas nos céus, mas sim no topo de montanhas rochosas, um cenário cru e propício a vertiginosas descidas. As próprias provas limitam a escolha da viatura do jogador, oferecendo-lhe um par de classes, por exemplo, tendo de se haver com uma grande variedade dos rivais (num total de 16 viaturas em pista). Maior é a confusão, o frenesim para apanhar em primeiro a via mais apropriada, maior é a emoção.

Os cenários das provas são bem mais variados, mas não só visualmente. Temos cada vez mais atalhos, vias alternativas, muitas das vezes um pouco obscuras e requerendo um conhecimento perfeito da pista. Muitos saltos, alguns túneis, interiores de fábricas abandonadas, inúmeras árvores e arbustos que nos ofuscam a visão. Mais do que isso, elementos como a água ou o fogo têm verdadeira influência nas corridas, especialmente pela forma como afectam o turbo. Uma passagem pela água - sejam lagos, rios ou chuveiros colocados de propósito pelos ‘gandas malucos' - arrefece o turbo. Pelo contrário, as provas onde a lava domina podem levar a um sobreaquecimento devido ao calor, obrigando a um olho mais atento para a barra. Já agora, aquela batota do turbo no MotorStorm original já não funciona nesta sequela - vocês sabem do que estou a falar...

Adeus à camada de ozono

MotorStorm, primeiro do nome, seguia o caminho popularizado por FlatOut, com as suas pistas cheias de detritos e partes de cenário destrutível. Foi ainda mais longe com os sulcos deixados pelos pneus dos veículos, aspecto capaz de influenciar grandemente as corridas e deitar toda uma estratégia por água abaixo. Este último elemento volta a aparecer em Pacific Rift, ainda que a sua preponderância no comportamento dos veículos pareça ter sido um pouco aligeirada. Maior influência têm obstáculos como a vegetação, dependendo da nossa viatura se a poderemos devastar ou se sucumbimos à sua ‘força'. A mota e o ATV, por mais manobráveis e velozes que sejam, acabam por ser um pouco fracos perante tanto os outros concorrentes como uns bambus. Não são, no entanto, propostas a ignorar, pelo contrário, as classes estão agora bem mais equilibradas e a escolha é mais difícil de efectuar.

Para lá das corridas puras, com o propósito de terminar nos três primeiros para ganhar pontos e desbloquear mais pistas, há também outro tipo de eventos. Corridas a eliminar, onde numa questão de breves segundos o último classificado vai dizendo adeus, outras onde temos de terminar dentro de um tempo limite, ou uma espécie de slalom, obrigando à passagem entre flares coloridos, tudo contra um apertado cronómetro. Variam os sabores, é mais improvável que nos cansemos do jogo, e Pacific Rift ganha assim um pouco mais de consistência.
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